Uso de IA por Estudantes no Brasil: Dados e Estatísticas de 2026
Com mais de 10 milhões de estudantes matriculados no ensino superior em 2024 (INEP, Censo da Educação Superior 2024), o Brasil atravessa uma transformação sem precedentes no modo como se aprende: o uso de IA por estudantes no Brasil saltou de 53% para 71% de adoção frequente entre universitários apenas entre 2023 e 2024, um acréscimo de 18 pontos percentuais em doze meses. Esta página reúne os principais dados públicos disponíveis — com fonte, metodologia e ano de referência —, para que pesquisadores, jornalistas e gestores educacionais possam citá-los com rigor.
Os números vêm de três fontes primárias: a pesquisa Inteligência Artificial na Educação Superior, da Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior (ABMES) em parceria com a Educa Insights (julho de 2024, n = 300 estudantes e futuros universitários de 17 a 50 anos das cinco regiões do país); o Censo da Educação Superior 2024 do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP); e a pesquisa TIC Educação 2024 do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br/NIC.br).
- 71% dos universitários brasileiros usam IA frequentemente nos estudos (ABMES/Educa Insights, 2024)
- 80% conhecem ferramentas como ChatGPT e Gemini (ABMES, 2024)
- 92% avaliam a IA como eficaz ou muito eficaz para dúvidas acadêmicas (ABMES, 2024)
- 70% dos alunos do ensino médio com acesso à internet usam IA generativa em pesquisas escolares (Cetic.br, TIC Educação 2024)
- 10 milhões+ de estudantes matriculados no ensino superior em 2024 (INEP)
Panorama do Uso de IA por Estudantes no Brasil
A pesquisa Inteligência Artificial na Educação Superior, conduzida pela ABMES em parceria com a Educa Insights em julho de 2024, é o levantamento quantitativo mais abrangente disponível sobre o tema. O estudo ouviu 300 participantes — estudantes universitários ingressantes entre o final de 2023 e o início de 2024 e interessados em cursar uma graduação em instituição privada — com idades entre 17 e 50 anos e representação das cinco regiões do Brasil.
O resultado central é direto: 71% dos entrevistados afirmaram usar ferramentas de IA com frequência em seus estudos. Comparado ao levantamento de 2023 da mesma série, em que esse percentual era de 53%, registra-se um crescimento de 18 pontos percentuais em apenas um ano — a taxa de adoção mais acelerada já documentada para uma tecnologia educacional no país.
Evolução do uso de IA entre universitários brasileiros (2023–2024)
| Indicador | 2023 | 2024 | Variação |
|---|---|---|---|
| Conhece ferramentas de IA (ChatGPT, Gemini etc.) | 69% | 80% | +11 pp |
| Usa IA com frequência nos estudos | 53% | 71% | +18 pp |
Fonte: ABMES/Educa Insights — Inteligência Artificial na Educação Superior, 2023 e 2024. Metodologia: pesquisa quantitativa, n=300, julho de 2024.
Frequência de Uso: Diário ou Semanal?
Entre os 71% que utilizam IA com frequência, a pesquisa ABMES (2024) detalhou a periodicidade. O dado mais expressivo é que 29% dos entrevistados usam ferramentas de IA diariamente em seus estudos, enquanto outros 42% o fazem semanalmente. Apenas 29% não integraram a IA à rotina de estudos de forma regular.
| Frequência de uso da IA nos estudos | % dos entrevistados |
|---|---|
| Diariamente | 29% |
| Semanalmente | 42% |
| Total — uso frequente | 71% |
Fonte: ABMES/Educa Insights — Inteligência Artificial na Educação Superior, julho de 2024.
A proporção de uso diário — quase 3 em cada 10 universitários — indica que a IA deixou de ser ferramenta experimental e passou a integrar o fluxo de trabalho acadêmico cotidiano de forma semelhante ao papel que os mecanismos de busca tiveram na década de 2000.
Ferramentas de IA Mais Usadas nas Universidades Brasileiras
A pesquisa ABMES (2024) identificou o ChatGPT e o Gemini como as ferramentas de IA mais conhecidas entre os universitários brasileiros, com 80% dos entrevistados declarando conhecer pelo menos uma delas. O Microsoft Copilot integra o conjunto de plataformas mais citadas. A familiaridade com mais de uma ferramenta — fenômeno chamado de “stack de IA” — é crescente entre os estudantes mais engajados tecnologicamente.
Para estudantes que precisam escrever TCCs e dissertações, a escolha da ferramenta certa faz diferença na produtividade. A análise das melhores IAs para escrever TCC com suporte a ABNT em 2026 mostra que ferramentas treinadas para o contexto acadêmico brasileiro tendem a entregar resultados mais alinhados às normas da ABNT do que as plataformas de propósito geral. Independentemente da escolha, a questão sobre o que é e o que não é permitido ao usar IA no TCC em 2026 continua aberta, com políticas que variam entre instituições.
Para Que Fins os Estudantes Usam a IA?
A pesquisa ABMES (2024) mapeou os benefícios que mais motivam a adoção de ferramentas de IA. Os três aspectos mais valorizados pelos universitários foram:
- Aprender a qualquer momento e em qualquer lugar — citado por 53% dos entrevistados
- Acesso a informações e conteúdos mais atualizados e diversificados — mencionado por 50%
- Melhora na eficiência e rapidez na resolução de dúvidas e problemas — apontado por 49%
No contexto da produção de trabalhos acadêmicos, o ChatGPT se destaca como a ferramenta mais utilizada para geração de rascunhos, resumo de textos e pesquisa bibliográfica preliminar. O guia detalhado sobre como usar o ChatGPT com segurança no TCC em 2026 reúne práticas recomendadas para aproveitar a ferramenta sem comprometer a integridade acadêmica. Na pós-graduação, o uso de IA nas etapas de revisão de literatura e refinamento metodológico ganhou espaço — um contexto em que compreender as diferenças entre pesquisa qualitativa e quantitativa e quando usar cada abordagem é pré-requisito para definir em quais etapas a IA pode ou não auxiliar.
Benefícios Percebidos: O Que Dizem os Estudantes
Um dado que se destaca na pesquisa ABMES (2024) é a alta taxa de eficácia percebida: 92% dos universitários avaliaram as ferramentas de IA como eficazes ou muito eficazes para a resolução de problemas e dúvidas acadêmicas. Essa percepção positiva é consistente com o crescimento acelerado da adoção documentado entre 2023 e 2024 — raramente uma tecnologia educacional alcança índice de aprovação tão elevado em tão pouco tempo.
Outros benefícios identificados pelos estudantes incluem a possibilidade de personalizar o ritmo de aprendizagem, obter explicações em diferentes níveis de complexidade e gerar rascunhos iniciais para seções de trabalhos acadêmicos. Esse último uso, porém, exige atenção às políticas específicas de cada instituição de ensino.
Além disso, 74% dos entrevistados consideram o investimento em IA importante ou muito importante para as IES — o que indica que a maioria dos universitários não vê a IA como ameaça, mas como uma tecnologia que espera que suas instituições incorporem de forma proativa.
Desafios e Preocupações com o Uso de IA no Ensino Superior
A adoção acelerada coexiste com preocupações documentadas. Os principais desafios identificados pelos entrevistados na pesquisa ABMES (2024) foram:
- Falta de interação humana — mencionada por 52% como limitação do aprendizado mediado por IA
- Dependência excessiva de tecnologias que podem falhar ou ficar obsoletas — citada por 49%
- Possibilidade de erros nas avaliações e correções realizadas por IA — apontada por 41%
No plano institucional, a questão da integridade acadêmica é central. A literatura científica disponível no Brazilian Journal of Development aponta que o uso de ferramentas generativas coloca em xeque os conceitos tradicionais de autoria e originalidade nos trabalhos universitários. O debate não é sobre proibir, mas sobre como regulamentar. Para estudantes que desejam usar a IA de forma transparente, o guia sobre uso ético de IA na universidade sem incorrer em plágio reúne orientações práticas alinhadas às regulamentações mais recentes.
Contexto Estrutural: O Ensino Superior Brasileiro em 2024
Para dimensionar o alcance dos dados sobre IA, é necessário compreender a escala do ensino superior brasileiro. O Censo da Educação Superior 2024, divulgado pelo INEP, registrou o marco histórico de mais de 10 milhões de estudantes matriculados — um crescimento de 2,5% em relação a 2023.
| Indicador | Dado | Fonte / Ano de referência |
|---|---|---|
| Total de matrículas no ensino superior | +10 milhões | INEP, Censo 2024 |
| Participação da EaD no total de matrículas | 50,7% | INEP, Censo 2024 |
| Crescimento EaD (2023–2024) | +5,6% | INEP, Censo 2024 |
| Participação de IES privadas nas matrículas | 79,8% | INEP, Censo 2024 |
| Número de IES cadastradas | 2.580 | INEP, Censo 2023 |
Fonte: INEP — Censo da Educação Superior 2023 e 2024. Disponível em: inep.gov.br.
Projetando o índice de adoção frequente de 71% sobre a base de 10 milhões de matriculados, estima-se que aproximadamente 7,1 milhões de estudantes brasileiros já integram ferramentas de IA à sua rotina acadêmica. Essa é uma estimativa derivada de fontes distintas — a pesquisa ABMES e o Censo INEP utilizam populações e metodologias diferentes — e deve ser lida como indicativo, não como censo direto.
O crescimento da educação a distância, que já representa a maioria das matrículas no país, amplifica o potencial de uso da IA: estudantes de EaD dependem mais de recursos digitais para o aprendizado e tendem a adotar ferramentas de apoio com mais naturalidade.
O Que as Instituições de Ensino Superior Estão Fazendo?
Apesar da alta adoção entre estudantes, o suporte institucional ainda não acompanhou o ritmo. A pesquisa TIC Educação 2024 do Cetic.br revelou que, entre os alunos do ensino médio com acesso à internet, apenas 32% receberam orientação de suas escolas sobre como usar ferramentas de IA — indicativo de um cenário de adoção predominantemente espontânea e desassistida. Não há dados equivalentes publicados para o ensino superior, mas a ausência de políticas formais na maioria das IES sugere dinâmica semelhante.
A demanda dos próprios universitários por maior envolvimento das instituições é clara nos dados ABMES (2024): 74% consideram o investimento em IA importante ou muito importante para as IES. Esse dado sinaliza que a tensão em torno da IA no ensino superior não é uma rejeição tecnológica — é uma demanda por governança.
Em termos regulatórios, cada IES tem autonomia para estabelecer suas próprias normas de uso de IA em trabalhos acadêmicos. Algumas universidades públicas brasileiras já publicaram diretrizes internas; a maioria ainda opera sem política formal. Para os estudantes que precisam navegar nesse cenário, dominar as regras de citação ABNT em 2026 e como referenciar corretamente fontes de IA tornou-se competência essencial.
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Perguntas Frequentes
Qual porcentagem dos estudantes universitários no Brasil usa IA?
Segundo a pesquisa Inteligência Artificial na Educação Superior da ABMES em parceria com a Educa Insights (julho de 2024, n = 300), 71% dos universitários e futuros universitários brasileiros usam ferramentas de IA com frequência em seus estudos — 29% diariamente e 42% semanalmente.
Qual é a ferramenta de IA mais usada pelos estudantes brasileiros?
A pesquisa ABMES (2024) identificou o ChatGPT e o Gemini como as ferramentas mais conhecidas entre os universitários brasileiros, com 80% dos entrevistados declarando conhecer pelo menos uma delas. O Microsoft Copilot também integra o conjunto de ferramentas mais citadas.
O uso de IA cresceu entre universitários brasileiros nos últimos anos?
Sim. Comparando os dados da série ABMES de 2023 e 2024, o uso frequente de IA entre universitários cresceu de 53% para 71% — um aumento de 18 pontos percentuais em doze meses. O conhecimento das ferramentas também cresceu, de 69% para 80% (+11 pp).
As universidades brasileiras regulamentaram o uso de IA em TCCs?
Não existe regulamentação federal unificada. Cada IES tem autonomia para definir suas próprias normas. Algumas universidades públicas e privadas já publicaram resoluções internas, mas grande parte ainda opera sem política formal. Recomenda-se consultar o regimento acadêmico e o orientador antes de utilizar IA em trabalhos avaliados.
Quantos estudantes há no ensino superior brasileiro em 2024?
O Censo da Educação Superior 2024 do INEP registrou o marco histórico de mais de 10 milhões de estudantes matriculados no ensino superior brasileiro — um crescimento de 2,5% em relação a 2023. As matrículas na modalidade a distância (EaD) representaram 50,7% do total.
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