DOI, ISSN e ISBN são identificadores padronizados de publicações, e cada um marca uma coisa diferente: o ISBN identifica um livro, o ISSN identifica um periódico como um todo, e o DOI identifica um documento específico — normalmente um artigo — com um endereço permanente que não quebra quando o site muda.

Os três em uma tabela
| Critério | DOI | ISSN | ISBN |
|---|---|---|---|
| O que identifica | Um documento específico | Um periódico ou publicação seriada | Uma edição de livro |
| Aplica-se a | Artigo, capítulo, conjunto de dados, tese | Revista, jornal, coleção | Livro impresso ou digital |
| É um link? | Sim, resolve para o documento | Não | Não |
| Muda entre edições? | Cada documento tem o seu | Muda entre versão impressa e eletrônica | Sim, cada edição e formato tem o seu |
| Serve para verificar existência | Sim, diretamente | Parcialmente | Sim, em catálogos |
| Entra na referência ABNT | Sim, quando houver | Geralmente não | Geralmente não |
A confusão mais frequente é entre ISSN e DOI. O ISSN não identifica o seu artigo — identifica a revista inteira, e será o mesmo para todos os artigos publicados nela. Quem procura “o número do artigo” está procurando o DOI.
DOI: o endereço que não quebra
DOI significa Digital Object Identifier. É um código único e permanente atribuído a um documento digital, composto por um prefixo da editora e um sufixo do documento, no formato 10.xxxx/yyyy.
A propriedade que o torna útil: ele resolve para o documento mesmo que a URL mude. Quando um periódico troca de plataforma, os endereços antigos quebram — o DOI continua funcionando, porque aponta para um registro que a editora atualiza. É por isso que citar um DOI é mais robusto que citar uma URL comum.
Para abri-lo, basta acrescentar o prefixo de resolução: https://doi.org/ seguido do código. O formato recomendado hoje, inclusive nas referências, é o DOI escrito como URL completa.
Nem todo artigo tem DOI. Publicações mais antigas e muitos periódicos locais não o adotaram, e a ausência não invalida a fonte — apenas significa que você identificará o artigo pelos demais elementos.
ISSN: identifica o periódico, não o artigo
ISSN é o International Standard Serial Number, atribuído a publicações seriadas: revistas científicas, jornais, boletins, coleções. É o registro que diz “esta revista existe e é esta”.
Um detalhe que confunde: uma mesma revista costuma ter ISSN distinto para a versão impressa e para a eletrônica. Ao verificar um periódico, confira qual dos dois você tem em mãos.
Para o estudante, a utilidade prática do ISSN é checar se o periódico é real antes de citar ou de submeter um artigo — um dos filtros contra revistas predatórias, que cobram taxa de publicação sem avaliação séria. Ter ISSN não garante qualidade, mas a ausência de registro em uma revista que se apresenta como científica é sinal de alerta.
ISBN: identifica a edição do livro
ISBN é o International Standard Book Number. Identifica uma edição específica de um livro — e a palavra “específica” é o ponto: a 2ª e a 5ª edição têm ISBN diferentes, e a versão impressa difere da digital.
Isso importa na hora de citar. Se você consultou a 9ª edição e a referência aponta para a 3ª, a paginação não bate, e a citação direta com número de página fica errada. O ISBN é a maneira mais segura de confirmar qual edição você tem em mãos.

Quando incluir na referência ABNT
A regra prática, para a maioria dos TCCs:
- DOI: inclua sempre que existir, ao final da referência do artigo, no formato de URL completa. É o elemento que permite ao leitor chegar exatamente ao documento que você usou.
- ISSN: normalmente não entra na referência de um artigo em trabalho acadêmico. Ele aparece em contextos de catalogação e em algumas exigências institucionais específicas.
- ISBN: normalmente não entra na referência de um livro. Use-o para verificar a edição, não para compor a entrada.
Como sempre, o manual da sua instituição prevalece: alguns cursos pedem ISSN ou ISBN nas referências, e nesse caso a exigência interna vence a prática geral. Os formatos completos por tipo de fonte estão em como fazer referências ABNT, e o caso específico de artigos em como citar artigo científico e periódico.
Como usar o DOI para verificar uma fonte
Esta é a aplicação mais valiosa dos identificadores no dia a dia do TCC, sobretudo desde que ferramentas de IA passaram a ser usadas no levantamento bibliográfico.
- Copie o DOI indicado na referência que você pretende usar.
- Abra
https://doi.org/seguido do código. - Confira se resolve — e, mais importante, se resolve para o artigo com aquele título e aqueles autores.
Um DOI que não resolve, ou que resolve para um artigo diferente do citado, é o sinal mais confiável de referência inventada. É exatamente o padrão descrito em referências falsas inventadas por IA: os modelos produzem códigos com formato plausível que não correspondem a documento nenhum.
Vale a inversão de hábito: em vez de conferir apenas se a referência “parece certa”, teste o DOI de cada artigo antes de incluí-lo. Leva segundos por fonte e elimina o defeito mais fácil de a banca detectar. Para localizar as fontes com identificador desde o início, as bases estão em onde pesquisar artigos para o TCC.

Quem vai publicar o próprio trabalho encontra o percurso em como transformar o TCC em artigo publicado — e, na etapa de organizar as referências já verificadas, o Tesify ajuda a padronizá-las em ABNT. A conferência de cada fonte continua sendo sua, e é ela que este artigo recomenda não pular.
Perguntas frequentes
O que é DOI?
DOI é o Digital Object Identifier, um código único e permanente atribuído a um documento digital, no formato 10.xxxx/yyyy. Ele resolve para o documento mesmo quando a URL do periódico muda, o que o torna mais confiável que um link comum.
Qual a diferença entre DOI e ISSN?
O DOI identifica um documento específico, como um artigo. O ISSN identifica o periódico inteiro e é o mesmo para todos os artigos publicados nele. Quem procura “o número do artigo” está procurando o DOI.
Preciso colocar o DOI na referência ABNT?
Sempre que existir, sim: ele vai ao final da referência do artigo, no formato de URL completa. É o elemento que permite ao leitor chegar exatamente ao documento consultado. Confirme mesmo assim o manual do seu curso.
ISBN entra na referência do livro?
Normalmente não em trabalhos acadêmicos. O ISBN serve para verificar qual edição você tem em mãos, o que importa porque cada edição tem paginação diferente e a citação direta depende da página correta.
Todo artigo científico tem DOI?
Não. Publicações mais antigas e muitos periódicos locais não adotaram o sistema. A ausência de DOI não invalida a fonte: você a identifica pelos demais elementos da referência.
Como sei se um DOI é falso?
Abra https://doi.org/ seguido do código e confira se ele resolve para o artigo com aquele título e aqueles autores. Um DOI que não resolve, ou que aponta para outro trabalho, é o indício mais confiável de referência inventada.
